"A leitura faz ao homem completo; a conversa, ágil, e o escrever, preciso."
(Francis Bacon)
Concordo plenamente, por isso resolvi compartilhar aqui minhas leituras e algumas escritas baseadas naquilo que costumamente leio.
Sinta-se à vontade!

7 de ago de 2012

Deus, o Pai Perfeito - parte 1

Texto Bíblico: Mateus 6:7-15 

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos; não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. 

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” 

Dia 11 de agosto de 2012 comemoramos o Dia dos Pais. A relação entre pai e filho é tão importante e nobre que Cristo usou a analogia de Pai e filho para nos mostrar como deve ser nosso relacionamento com Deus. “Toda vez em que essa analogia é usada, porém, isto é, toda vez que repetimos a Oração do Senhor, deve ser lembrado que o Salvador fez uso dela num momento e lugar em que a autoridade paternal tinha uma posição muito mais elevada do que nos tempos modernos. Amor entre pai e filho, neste símbolo, significa essencialmente um amor cheio de autoridade de um lado, e amor obediente do outro.” [1] 

Assim, nossos pais terrenos podem influenciar, de forma inconsciente, nossa perspectiva do Pai celeste. 

Mas, infelizmente, nosso mundo está infestado por uma epidemia de dor. Com o número de divórcios aumentando e o abuso contra as crianças berrando nas manchetes nacionais, não é de surpreender que para muitos o conceito de um Deus-Pai provoca reações de ira, ressentimento e rejeição. Por não conhecerem um pai humano bondoso e atencioso, mostram uma visão distorcida do amor do Pai celeste. Em muitos casos, esses indivíduos sofredores escolheram tão somente negar ou desprezar a existência de Deus. 

O que frustra a compreensão de Deus como Pai? 

Além das experiências negativas na infância, muitos experimentam um bloqueio emocional ou mental quando tentam chamar Deus de “Pai”, pois não o conhecem pessoalmente. Há diferença entre saber a respeito de Deus e conhecê-lo pessoalmente.Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” João 1:12 

Outras pessoas têm dificuldade de relacionar-se com Deus como Pai porque durante a vida toda foram ensinadas a respeitá-lo. Para elas isso significa chamá-lo de Senhor. Usar um termo informal como “Pai”, parece-lhes falta de reverência. Entretanto a Bíblia nos ensina a chamar a Deus de “Pai” quando oramos: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;” Mateus 6:9 e nos diz que Ele deseja ter um relacionamento íntimo e pessoal conosco, seus filhos. 

Algumas de nossas dificuldades mais comuns para compreendermos o imensurável amor de Deus são as feridas emocionais. Muitas vezes, essas feridas produzem cicatrizes que nos fazem hesitar em confiar inteiramente nele como Pai. 

A Bíblia oferece muitos exemplos de ferimentos emocionais e refere-se a isso como “espírito oprimido”, ferido ou abatido: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate.” Provérbios 15:13 / “O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimido, quem o levantará?” Provérbios 18:14. 

Por causa do seu coração paterno, Deus anseia por renovar-nos e restaurar-nos mediante o poder curador do seu amor. 

Inúmeras pessoas sofrem mágoas e rejeição da família e não têm uma genuína figura paterna com quem se identificar. Tais experiências as impedem de conhecer a Deus como Ele realmente é, negando-lhes a alegria de desfrutar intimidade verdadeira com Ele. 

Há pelo menos sete diferentes áreas de conceitos errados a respeito de Deus que, com freqüência, têm origem na infância: 

1. Autoridade – Às vezes fugimos da autoridade do nosso Pai celeste porque imaginamos que será como as outras figuras de autoridade em nossa vida. Não será! Ele é perfeito amor. É ele quem ordena: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Efésios 6:4 

2. Confiança – Para alguém que não sabe o que é ter pai, seja por causa de morte ou divórcio, ou ainda por ter sido relegado à “orfandade” pelas exigências das carreiras dos pais, é difícil não duvidar da fidelidade de Deus. Não conseguem apagar as recordações infantis de promessas desfeitas e do abandono. Entretanto, seu Pai celeste estava presente quando você dava os primeiros passos como criança. Ele presenciou as mágoas e desapontamentos de sua adolescência e, neste instante, está presente com você. A intenção de Deus era que o cuidado e a segurança de um bom lar o preparassem para o amor dele. Se a família falhou no desempenho dessa responsabilidade, você precisa reconhecer esse fato, perdoar-lhe e prosseguir a fim de receber o amor de Deus. Ele o aguarda de braços estendidos. Deus é o único Pai que jamais falhará conosco: “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.” 2 Timóteo 2:13 

3. Valores – Nos nossos modernos lares, cheios de bugigangas caras e frágeis, as crianças ouvem constantemente palavras sobre a importância e o valor das coisas. No entanto, muitas poucas vezes ouvem um simples: “-Eu te amo!”. Uma espécie de slogan, ou bordãoo repetitivo e destrutivo, vai cavando seu caminho no subconsciente das crianças: “As coisas são mais importantes do que eu. As coisas são mais importantes do que eu.” Não precisamos abandonar nossos lares e coisas, mas é precisamos alterar radicalmente as prioridades de modo que possamos comunicar o amor de Deus aos nossos filhos. 

Os valores de Deus diferem significativamente dos nossos. A criação exibe extravagância de cores e complexidade de formas, que transcendem o simples valor funcional. Uma pequena flor branca pode não ter valor econômico, apesar disso foi criada por Deus na esperança de que um dia um de seus filhos pudesse olhá-la e receber a benção dessa beleza. 

A maior demonstração de amor do coração paterno de Deus revela-se na sua atenção aos detalhes de nossa vida. Deus não é avarento, possessivo, nem materialista. Somos nós que, com freqüência, usamos as pessoas como se fossem objetos; Ele usa os objetos para abençoar as pessoas. Deus manifesta a sua generosidade mediante dádivas mais importantes do que meras coisas materiais. Graciosamente, Ele nos dá o que não pode ser tocado nem tem preço: o perdão, a misericórdia e o amor.

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