"A leitura faz ao homem completo; a conversa, ágil, e o escrever, preciso."
(Francis Bacon)
Concordo plenamente, por isso resolvi compartilhar aqui minhas leituras e algumas escritas baseadas naquilo que costumamente leio.
Sinta-se à vontade!

17 de nov de 2011

Jesus Cristo - parte 2

Passemos ao outro ponto da questão: podemos acreditar que Ele é realmente “Deus”? Não seria a divindade de Jesus mais uma das crendices cristãs? Há alguma evidência que confirme a impressionante afirmação cristã de que o carpinteiro de Nazaré é o unigênito Filho de Deus?

Não podemos nos esquivar dessa questão, pois se Jesus não é o Deus encarnado o Cristianismo se torna apenas uma religião a mais com alguns belos conceitos de uma ética notável.

Mas a boa notícia é que há evidências da divindade de Jesus. Evidências boas, fortes, históricas, cumulativas, que provam sua divindade. Jesus foi uma pessoa histórica, com duas naturezas distintas e perfeitas, a divina e a humana. Só assim ele pode ser digno não apenas de nossa admiração, mas de nossa adoração.

Jesus fez algumas declarações bastante incomuns sobre si mesmo, ousadas e ao mesmo tempo despretensiosas. Em seu ensino centrado em si mesmo ele afirmou ser o Messias prometido no Antigo Testamento, Ele reivindicava uma autoridade própria ao dizer: “Em verdade, em verdade vos digo” ao invés de falar como os profetas diziam: “Assim diz o Senhor”; suas obras eram dramatizações de suas palavras.

Algumas pessoas dizem: “Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus”. Esse é um grande erro. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático. Mas Jesus não apresentava nenhuma anormalidade, o que seria de se esperar de uma pessoa perturbada. Seu caráter sustenta as declarações acerca de si mesmo.

Sua força e sua mansidão, sua justiça incorruptível e sua terna compaixão, seu cuidado para como as crianças e seu amor pelos excluídos, seu autocontrole e o sacrifício de si mesmo ganharam a admiração do mundo.

Seus amigos, aqueles que o seguiam e conviveram com Ele deram testemunho acerca dele: “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca”. I Pe 2.22.

Seus inimigos reconheceram que Ele era inocente tanto das acusações religiosas como das políticas.

Nós também podemos fazer nossas próprias considerações acerca do caráter de Jesus ao lermos os Evangelhos. A combinação entre a maneira como ensinava e o modo como se comportava forma um estranho paradoxo. Ele era Senhor de todos, e tornou-se servo de todos. Nunca ninguém deu tanto de si. Um homem assim está acima de nossos pensamentos. Ele venceu onde nós com certeza teríamos sido derrotadosJesus nunca pecou porque era altruísta. Isso é amor. E Deus é amor.

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