"A leitura faz ao homem completo; a conversa, ágil, e o escrever, preciso."
(Francis Bacon)
Concordo plenamente, por isso resolvi compartilhar aqui minhas leituras e algumas escritas baseadas naquilo que costumamente leio.
Sinta-se à vontade!

10 de abr de 2012

A formação de um discípulo.

Neste trimestre estudaremos na Escola Bíblica Dominical, na sala dos adolescentes que utilizam a revista da editora Betel, Adolescer +, o tema Missões.

O assunto é de extrema relevância para a vida cristã, pois missões constitue o objetivo principal da vida do crente fiel.

Um livro que li a pouco tempo do autor Keith Phillips, "A formação de um discípulo", será de grande ajuda aos professores que desejarem se aprofundar no tema. Numa abordagem prática e progressiva, o autor descreve o discipulado como um relacionamento duradouro e pessoal, como o planejado pelo Mestre.

Abaixo um simples resumo de algumas partes do livro. Vale a pena lê-lo integralmente, com certeza uma leitura que enriquece nossa visão acerca da divulgação ao mundo do amor de Deus.

A Formação de um discípulo.

Em Mateus 28. 19,20 Jesus ordenou: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos".

Quando experimentamos uma nova vida em Cristo, obedecemos o u camado em atitude de gratidão e de fidelidade. Dessa forma. todos os que foram transformados em discípulos do Senhor:

• Seguem o chamado de Cristo:
O chamado de Cristo para o discipulado é um chamado para a morte de si mesmo, uma entrega absoluta a Deus. Jesus disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará” (Lc 9.23,24).

Siga-me” sempre tem sido uma ordem, nunca um convite (Jo 1.43). A obediência à ordem de Cristo “Siga-me” resulta na morte de si mesmo. O cristianismo sem essa morte é apenas uma filosofia abstrata. É um cristianismo sem Cristo.

Um grande paradoxo da vida está em que existe imensa liberdade nessa morte. A liberdade de não ter ansiedade pelo dia de amanha porque seu futuro está nas mãos de Deus. O discípulo vê toda a sua vida e todo o seu ministério como adoração (1 Co 10.31). Morrer para si mesmo liberta-o para ter prazer em seu amor a Deus.

• Reproduz em outros a plenitude de vida que encontraram em Jesus.Cristo ordenou que seus discípulos reproduzissem em outros a plenitude de vida que encontraram nele (Jo 15.8). Ele alertou: “Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele [o Pai] corta; e todo que dá fruto ele [o Pai] poda, para que dê mais fruto ainda” (Jo 15.2).

Nenhuma pessoa é um fim em si mesma. Todo discípulo faz parte de um processo, parte do método escolhido por Deus para expandir seu Reino por meio da reprodução. Sabemos isso porque Cristo fez discípulos e ordenou que fizessem discípulos (MT 28.19)

O princípio matemático do método adotado por Deus está correto!

Entende que ter um caráter semelhante ao de Cristo é mais importante do que as capacidades e habilidades num discipulado.
O caráter cristão consiste na união de qualidades mentais e éticas que o capacitem “para que vocês vivam de maneira digna de Deus, que os chamou para o Reino e glória” (1 Ts 2.12); exibe o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5.22 e 23).

Entre as virtudes que caracterizavam a vida de Cristo, quatro qualidades destacavam-no de todas as demais pessoas como o Filho unigênito de Deus: obediência, submissão, amor e oração.

Precisamos conhecer a Deus antes de torná-lo conhecido.
• Busca atingir os objetivos da obediência, submissão, amor e oração

Obediência – A vida cristã baseia-se na obediência à Palavra de Deus, e não em seguir emoções. É preciso estudo fiel da Palavra de Deus. É preciso decidir obedecer à Palavra de Deus.

Submissão

• Nossa submissão é uma declaração de confiança em Deus.

• A pessoa que não for submissa não tem direito de exercer autoridade.

• Exerce sua autoridade servindo.

• A mensagem de Cristo era clara: o amor espiritual serve, e não deseja ser servido.

Amor – Se eu amo verdadeiramente:

• O meu amor a outros cristãos é visível. Aceitei o perdão de Cristo por meu passado, presente e futuro.

• Perdoei a mim mesmo baseado no perdão de Deus por mim.

• Perdoo prontamente aos outros.

• Aceito o perdão dos outros.

• Participo de uma comunidade cristã saudável: não se pode experimentar o verdadeiro cristianismo em isolamento. O próprio Deus é uma comunidade de três pessoas, constantemente interligadas de modo íntimo.

Oração – deve ser caracterizada por:

• Louvor a Deus em primeiro lugar.

• Ouvir ativamente.

• Constância

• Sinceridade total – Deus não ouvirá suas orações se você tentar esconder seus pecados. (Sl 66.18)

• Faz discípulos por ser um discípulo

1 comentários:

Ismael Alves do Amaral disse...

Aqui, desde Gaspar SC. Estou me dispondo a dizer algumas palavras. Estou lendo este livro, e gostaria de comentar, mas mais para expor para mim mesmo, o conhecimento adquirido, e o saber equivalente.
Vi neste livro uma narrativa bem pessoal do autor, e uma pegada de líder ensinando para líder, ou servi ensinando para servo, ou discípulo ensinando para discípulo. O autor revela sua ousadia em acertar em suas escolhas, e em errar, e expõem sem medo de confusão sua certeza de que a obra é Deus quem faz, só precisamos buscar a Ele, e por seus caminhos. Keith nos mostra modos de entender e de como deixar claro aos olhos do discípulo, como é ser realmente discípulo de Cristo, e como aceitar seguir os mandamentos dEle, assim como seguir a ordem de fazer mais discípulos. Esse desafio, se mostra bastante desafiador ao discípulo que foi encorajado a seguir o Mestre, mas se faz vaker do suficiente para a demanda de necessidades que vierem no caminho do caminhante que iniciar este percurso de aprendizado pessoal, e formação de outros. Alguns esclarecimentos foram bem claros no livro; conhecimento prático: se aceitei a Cristo, devo ouvi lo e crer no que diz a palavra. Feito isto, busco a sequência prática de ouvir e praticar.
Certeza do serviço: a compreensão do serviço inclui a submissão, e a obediência. Naquilo que me submeto, e a quem me submeti, prestando a devida atenção a autoridade do alto, posso estar certo do serviço ao próximo, e também da minha autoridade que posso passar a outro, sabendo que a este também esclareci a que autoridade me submeti, demonstrando assim o coração de Deus.
A manutenção do que creio e vivo:
Apenas posso sustentar ao próximo, o amor que ensino, se viver. Assim somente posso ter um discípulo, se estiver de acordo com o que aprendi, e com o que ensino. E sendo que o próprio viver e conviver já irá testemunhar minha conduta, devo lembrar que meu discípulo deve ser alguém disposto a reconhecer boa conduta, ou a optar por estar próximo de quem ousa descansar em um caráter saudável, moralmente sustentável. ...

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"O que ama a correção ama o conhecimento;"Pv 12:1a

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