"A leitura faz ao homem completo; a conversa, ágil, e o escrever, preciso."
(Francis Bacon)
Concordo plenamente, por isso resolvi compartilhar aqui minhas leituras e algumas escritas baseadas naquilo que costumamente leio.
Sinta-se à vontade!

24 de ago. de 2016

Satisfeitos com Deus e inconformados com o mundo - breve estudo

Divisa: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:1,2

Introdução

Paulo falou nos primeiros capítulos da iniciativa de Deus em relação à redenção humana. Essa salvação foi outorgada por Deus mediante Jesus Cristo e sua obra de redenção na cruz. A condição prévia, no entanto, é que seja recebida pela fé. Todos os homens pecaram e somente por meio da fé em Cristo Jesus e sua obra redentora é que são justificados perante Deus: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3:23,24. Os homens são, portanto, indesculpáveis perante um Deus que ama e busca o homem perdido e já proveu a redenção a todos quantos o receber por meio da fé.

Dessa forma Paulo inicia a segunda parte da sua carta suplicando aos irmãos que respondam à misericórdia de Deus (o perdão e a sua bondade) com um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Essa é a única resposta aceitável à compaixão de Deus por nós. É uma oferta de coração, um sacrifício superior ao de animais, uma oferta com a própria vida. Apresentar os próprios corpos é resposta de amor à manifestação de amor (diante das misericórdias de Deus). É sacrifício que gera vida e não morte (vivo, santo e agradável). Na antiga dispensação os animais do sacrifício iam arrastados ao altar, involuntariamente, mas nós devemos voluntariamente oferecer o nosso corpo (tudo o que somos: coração, mente e vontade) a Deus como um sacrifício vivo, santo e agradável. 
A palavra “racional” significa lógico, coerente, autêntico. O culto que agrada a Deus é aquele onde há coerência e consistência entre a doutrina e a prática, isto é, entre o altar e o trabalho, entre o templo e o lar, entre a adoração e a vida. O culto que prestamos a Deus no altar é vazio de significado se não é acompanhado por uma vida de obediência e fidelidade a Deus.

O dicionário define sacrifício como "Qualquer coisa consagrada e oferecida a Deus."  Como crentes, perguntamo-nos como é que nós nos consagramos e oferecemos a Deus como sacrifício vivo?
Em pecado estamos mortos, mas a graça de Deus não nos deixa permanecer em pecado, antes nos livra do poder do pecado e nos vivifica. Veja:

17 de jan. de 2016

O Reino de Deus


Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo;
Romanos 14:17

O Reino de Deus não é comida e nem bebida porque não se ocupa primeiramente das coisas materiais. Logo, cai por terra todas as teologias que têm a sua ênfase nas coisas materiais da terra, a comida e a bebida. A comida e a bebida são as necessidades materiais básicas do nosso corpo, e, apesar de encontrarem espaço no Evangelho, elas não são a prioridade do Reino, a comida e a bebida não é o que define o Reino de Deus.

Mas o Reino de Deus é Justiça primeiramente, Justiça de Deus. Mas o que é a justiça de Deus?

13 de nov. de 2015

A morte prematura dos sonhos



Há uma antiga e desconhecida lenda sobre a morte prematura de sonhos.

Conta-se que quando os sonhos nascem, eles são indefesos, como avezinhas depenadas no ninho, ou como embriões, por isso às vezes são chamados de sonhos embriões. Os sonhozinhos assim, precisam de proteção de quem os gerou, necessitam de embalos com ternura.

Mas na terra onde eles são gerados há um terrível animal que se alimenta de sonhos embriões. São os Corvos Devoradores de Sonhos.

Sempre que a pessoa geradora do sonho está distraída acalentado o pequeno embrião, o Corvo Devorador de Sonhos chega sorrateiramente, como uma sombra, arrebata o pequeno sonho e devora-o com fúria!

Por isso dizem que quando se gera um sonho o melhor é que seja a dois, porque enquanto um acalenta o sonho, o outro espanta os Corvos.

Quênia G. G. da Mata em 13/11/2014

11 de set. de 2015

O verbo Amar

O verbo amar no português é pobre. Usa-se a mesma palavra para todas as situações em que o afeto é possível.

Para Deus, ou o sorvete, o banho de cachoeira, a mãe e irmã, a amiga, e o marido usa-se um verbo só: amar.

É evidente que são tipos diferentes de amores, mas a língua dá-nos uma única palavra.

No grego, há várias expressões para o amor. Ágape, o amor abnegado, amor de Deus; Pragma, o amor maduro dos casais; Philautia, o amor a si mesmo; Philia, o amor dos pais por seus filhos, o amor entre irmãos, o amor amizade; Ludus, o amor divertido entre crianças, o amor do flerte dos jovens, ou simplesmente o amor numa roda de brincadeiras; e Eros, o amor ardente dos amantes. Amores diferentes, expressões igualmente diferentes.

Por causa da pobreza do vocabulário português a sociedade convencionou ser moralmente aceito dizer “Eu te amo” somente à pais, filhos e namorados (maridos, esposas). E ainda assim em tonalidades diferentes.

A confusão é certa se entre dois amigos um decide enviar um “Eu te amo” ao outro! Em geral, no amigo que recebe tal declaração, percebe-se um arquear interrogativo das sobrancelhas. E se os amigos são do sexo oposto a confusão é garantida! Nesse par não é imaginado o amor-Philia, mas tão somente Eros.

Será que a ausência das palavras prejudicou a compreensão dos sentimentos?

Volte, língua grega!
Philia

26 de ago. de 2015

Integralmente Submissos à Cristo

Divisa: E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23

“A Convenção Batista Brasileira adotou para o ano de 2015 o tema: ‘Integralmente submissos a Cristo’ com a ênfase; ‘Desafiados a ser padrão de submissão a Cristo’. É um tema profundo que me levou a alguns questionamentos: